Quando iniciamos as primeiras conversas ainda informais sobre o Erecom Fortaleza, já havia um sentimento, mesmo que inconsciente, de um encontro místico, participativo, em que todos e todas pudessem se integrar de alguma forma à dinâmica de organização e à vivência durante os 4 dias que estão por vir.
O tema Combate às Opressões não nasceu de forma inusitada, foi apenas uma conseqüência de tudo que estávamos vivendo e discutindo. Então, o que poderia ser uma imagem síntese para todas essas imagens que construímos? Lá do litoral de pernambucano, veio um eco de muitas vozes e o som do rastejar de pés de todas as cores, de todas as raízes.
A ciranda, dança e movimento em que não há preconceito quanto ao sexo, cor, idade, condição social ou econômica dos participantes, parece de alguma forma mágica se encaixar na proposta do ERECOM Fortaleza. Se alguém duvidar do poder da construção coletiva, de uma sociedade mais justa e igualitária e da superação de todo e qualquer tipo de opressão, dê-lhe a mão e o convide para dançar uma ciranda, talvez assim poderemos iniciar um grande movimento não só pelo fim das opressões,mas para alcançarmos uma nova sociedade que para muitos é apenas uma quimera.