- Dia 06 de abril –
Sexta-feira:
09:30:
“Quanto vale ou é por quilo”, de Sérgio Bianchi (Brasil, 2005). 108 min.
No século XVII,
um capitão-do-mato captura uma escrava fugitiva, que está grávida
e, Após entregá-la ao seu dono, a escrava aborta o filho que espera.
Nos dias atuais,
uma ONG
implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda,
que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram
superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada e Candinho, um
jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para
conseguir dinheiro para sobreviver.
Um paralelo entre
a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira atual, focalizando as
semelhanças no “comportamento mercadológico” das duas épocas.
15:30: “Baraka”, de Ron Frick (24
países, 1992). 96 min.
Baraka
é um documentário sobre o homem e a natureza, suas belezas, contrastes,
semelhanças e destruição. Ele revela o quanto a humanidade está interligada,
apesar das diferenças de religião, cultura e língua dos povos. Um verdadeiro
poema visual, feito ao longo de 14 meses e filmado em 24 países, inclusive no
Brasil. Foram investidos 4 milhões de dólares na produção deste documentário
que é uma verdadeira obra de arte.
As
imagens incluem um vasto registro de maravilhas naturais e criadas pelo homem,
rituais religiosos, processos de mecanização e diversos estilos de vida. O
contraste e as metáforas visuais criadas pelo diretor Ron Fricke provocam
reflexão, relaxam e inquietam.
- Dia 07 de abril – Sábado
09:30: “Nuvens passageiras”, de Aki Kaurismaki
(Finlândia, 1996). 95 min.
O cinema de Kaurismaki aborda as mesmas questões sociais do neo-realismo, mas com grandes diferenças estéticas, como uma mise-en-scéne não realista e uso atípico do humor.
15:30: “Rosetta”, de Irmãos Dardenne (Bélgica / França,
1999). 89 min.
Rosetta aprofunda algumas considerações neo-realistas através de uma câmera que revela uma urgência que nos remete ao documentário. Os dias de uma menina que mora em um trailler e tem uma mãe alcoólatra.
- Dia 08 de abril – Domingo
09:30: Mostra de curtas-metragem
“Chuva”, de Joris Ivens (Holanda, 1928). 14 min.
A chuva na cidade de Amsterdã pelos olhos de Joris Ivens, um poema visual.
“Sertão acrílico de azul piscina”, de Marcelo Gomes e
Karin Ainouz (Brasil, 2004). 26 min.
Uma
viagem como filme; um filme como devaneio pelo sertão brasileiro. Lugares
remotos revelam tradições e costumes de uma paisagem brasileira que é ao mesmo
tempo primitiva e contemporânea, regional e globalizada.
“Di Cavalcanti Di Glauber”, de Glauber Rocha (Brasil,
1977). 18 min.
As imagens são do curta-metragem de Glauber Rocha Di-Glauber, ou simplesmente Di, como ficaria mais conhecido. Rodado em 1976, durante o funeral do pintor Emiliano Di Cavalcanti, o filme viria a ser exibido em algumas sessões no próprio MAM, na TV Educativa e no Festival de Cannes, onde, por indicação de Roberto Rosselini, foi premiado. Poucos foram, no entanto, os que assistiram à homenagem de Glauber ao amigo. Alegando danos morais, Elizabeth Cavalcanti, filha adotiva do pintor, entraria com um processo que levaria à interdição da obra, desde 1981.
“O astista contra o caba do mal”, Halder Gomes
(Brasil, 2004). 15 min.
Francisgleydisson é o proprietário do Cine Holiúdy, um modesto cinema no interior do Ceará nos anos 70. Ele se multiplica nas funções de bilheteiro, lanterninha e projecionista, para levar a magia dos filmes de Kung Fu às telas. Um súbito defeito no projetor o levaria ao maior desafio de sua vida: conter os ânimos da enfurecida platéia e de quebra contar o restante do filme. Tarefa fácil para o desenrolado Francisgleydisson…se ele tivesse assistido ao filme!
01/04/2007